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Dialogo de los Pueblos - Articulos

Sobe preço do pão e população moçambicana vai às ruas

imagen 1(Maputo, 01 de Setembro) Hoje, quando a greve que está paralisando por completo a função pública na África do Sul entra na sua terceira semana, as cidades de Maputo e Matola, no sul de Moçambique, estão praticamente paralisadas por conta de uma manifestação popular, em diversos pontos, especialmente nos bairros da periferia, onde vivem as camadas mais desfavorecidas.

A polícia está respondendo com violência a estas manifestações. No confronto com as forças de segurança algumas pessoas ficaram feridas, entre manifestantes e população . A Polícia da República de Moçambique está a usar gás lacrimogéneo para dispersar as populações que se manifestam. Até as 12h de hoje (01 de Setembro) tinha sido confirmada a mortes de civis, incluindo crianças, baleados pela polícia.

A população está se manifestando contra a constante subida dos preços dos produtos básicos, sem que o Governo ajuste os salários e melhore o nível de vida das populações mais necessitadas.

imagen 2Justamente hoje que a população se manifesta, entram em vigor em Moçambique novas tarifas de água potável e electricidade. Para a electricidade, as tarifas social, doméstica, agrícola e industrial sofreram um agravamento de 13,4 porcento e os consumidores da água (na escala de 5 a 10 metros cúbicos por mês) passam a pagar dezanove meticais (moeda moçambicana) por metro cúbico nas cidades de Maputo e Matola, contra os anteriores dezassete meticais por cada mil litros de água consumida em cada mês. Estes reajustamentos seguem o aumento do preço dos combustíveis, material de construção e produtos alimentares básicos.

O preço do pão, produto alimentar básico para a população moçambicana, ficou agravado em cerca de 20 por cento.

Esta manifestação provocou o cancelamento de voos nacionais e internacionais e o transporte público não está circulando.

Boaventura Monjane e Maria Gorete
Photos: Jornal @Verdade

Kenianos votaron “sí” a la nueva Constitución

Nairobi. AFP. El “sí” a una nueva Constitución para Kenia que limite el poder del presidente keniano y modifique las modalidades para comprar tierras del Estado, se encontraba este jueves muy cerca de la victoria en el referendo celebrado el miércoles, según resultados provisionales.

La comisión electoral independiente interina aun no había brindado los resultados definitivos este jueves, pero los últimos resultados provisionales indicaban que el “sí” contaba con 5,2 millones de votos y el “no” con unos 2,3 millones.

La comisión no dio ningún dato de participación, aunque según las estimaciones de responsables de dicha comisión, alrededor del 70% de los electores acudió a las urnas. De ser así, 4,3 millones de papeletas por el “sí” bastarían para aprobar el texto.

Unos 12,4 millones de electores fueron convocados para pronunciarse a favor o en contra del texto, defendido por el presidente Mwai Kibaki y el primer ministro Raila Odinga, y destinado a reemplazar la Constitución del país adoptada tras la independencia de esta ex colonia británica en 1963.

El nuevo texto conserva un régimen presidencial, aunque con poderes moderados, e incluye la posibilidad de destituir al presidente. Instaura también un símil de descentralización con una partida del presupuesto estatal para un nuevo escalón administrativo: el condado.

Pero, sobre todo, la nueva Constitución incluye una reforma crucial para la adquisición de propiedades, en este país esencialmente agrícola, que prevé un examen profundo de las modalidades para adquirir tierras públicas de las cuales algunas fueron acaparadas por las más altas esferas del Estado.

“El referendo del miércoles fue realizado de modo pacífico. No hubo ningún incidente”, afirmó el jefe de la policía nacional, Mathew Iteere.

Esto contrasta con lo ocurrido tras la reelección de Kibaki a fines de 2007, quien en aquel entonces derrotó a Odinga, actual jefe de un gobierno de unidad nacional.

“Se trata de la victoria de todos los kenianos”, declaró el ministro de Energía, Kiraitu Murungi, mientras que el líder de los partidarios del “no” y ministro de Educación, William Ruto, dijo haber “aceptado el veredicto de la mayoría”.

La violencia provocada por las controvertidas elecciones de 2007, duró más de un año y causó la muerte de 1.500 personas.

En febrero de 2008, los dos dirigentes rivales, Kibaki y Odinga, ratificaron un documento de varias páginas, en presencia del mediador de la Unión Africana (UA) y ex secretario de la ONU, Kofi Annan.

Desenvolvimento, para quem?

1.Introdução
1.1 Natureza e objetivos da visita de investigação Moçambique tem relatado índices elevados de crescimento econômico e atraído um fluxo significativo de Investimento Estrangeiro Direito (IED), especialmente para os setores  de mineração e de agricultura. Como objetivo de analisar os impactos dos projetos de mineração e de agrocombustíveis sobre a população rural local, FIAN Internacional realizou uma visita de investigação a Moçambique no período de 26 de agosto a 2 de setembro de 2009. A visita foi realizada à convite da União Nacional dos Camponeses de Moçambique (UNAC).

A visita de investigação foi conduzida utilizando um enfoque baseado nos direitos humanos, com foco especial na fruição dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente, como, por exemplo, dos direitos à alimentação e à moradia adequadas, e do direito à água. Em termos metodológicos, a equipe de investigação adotou uma abordagem em cinco passos:

  • Utilizaram-se estudos investigativos para obter informações de fundo relevantes.
  • Realizaram-se discussões em grupo, com mescla de gêneros e com separação de gêneros, para conhecer a experiência e as opiniões dos membros das comunidades e associações.
  • Conduziram-se entrevistas individuais com membros das comunidades para verificar as constatações gerais dos casos individuais.
  • Realizaram-se entrevistas com funcionários públicos, representantes de companhias e especialistas para obter compreensões mais profundas dos temas selecionados e para proceder a verificação cruzada da informação proveniente das entrevistas com os grupos e indivíduos das comunidades.
  • Observações in loco auxiliaram a complementar a informação dada durante as discussões e entrevistas.
     

Um questionário com questões orientadoras foi utilizado para estruturar as discussões dos grupos e as entrevistas.1 A equipe de investigação foi composta por uma representante de FIAN Internacional (Alemanha / Colômbia) e um especialista independente (Canadá / Filipinas) e, desse modo, contou com integrantes de ambos os gêneros. situação global da fome e da pobreza em Moçambique. A terceira parte descreve políticas e programas relevantes, implementados pelo governo moçambicano, relativas às questões do desenvolvimento e da redução da pobreza, da agricultura, dos agrocombustíveis e da mineração.

A quarta parte apresenta um relato dos casos visitados pela equipe de investigação. Com base nesses casos, a quinta parte analisa se o Estado de Moçambique e a comunidade internacional estão cumprindo com as suas obrigações de direitos humanos, e se as políticas implementadas contribuem para ou prejudicam a fruição dos direitos humanos, tanto em geral como nos casos particulares em questão. Por fim, o relatório conclui com observações finais e recomendações para o Estado de Moçambique, assim como para outros Estados, organizações internacionais e organizações da sociedade civil, com a finalidade de intensificar a proteção dos direitos sociais das comunidades rurais moçambicanas.
 


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